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Trilha sonora: por que não utilizar? (Parte 1/2)

10/02/2010

Por Zeo

Olá, caro leitor. É um prazer tê-lo conosco neste primeiro post do nosso blog. Essa sessão, chamada “O Velho da Taverna”, é dedicada especialmente aos mestres (ou narradores, como preferir). O objetivo desta seção não é somente dar dicas ou sugestões, mas tembém debater alguns temas, sempre com o objetivo de fornecer mais ferramentas aos diferentes mestres para que as sessões do nosso tão estimado jogo fiquem cada vez melhores – um objetivo nada modesto, diga-se de passagem. Neste primeiro artigo, que será dividido em 2 posts, tratamos de um tema que acreditamos ser escanteado pelos livros de RPG, principalmente os que estão disponíveis no mercado brasileiro: a trilha sonora.

Pense no seu filme hollywoodiano predileto… agora o imagine sem sua trilha sonora. O que sobrou? Pouca coisa, não é? Por melhor que seja o filme, sem a climatização, a dramatização da trilha sonora, fica difícil dele se salvar. Agora pense em uma sessão do jogo de RPG… porque não utilizar o mesmo recurso cinematográfico para transmitir o clima que você, mestre, quer que seus jogadores sintam? Quem nunca jogou RPG com músicas de fundo não imagina a diferença de uma sessão com e sem trilha sonora.

Mas o objetivo aqui não é somete dizer que usar trilha sonora é bom; é também dar dicas de como utilizá-la sem aque ela vire um problema durante o jogo. Para isso, elaboramos quatro passos para uma boa utilização da trilha sonora. Vamos a eles, então:

I – Pensando no seu estilo

Ao pensar em que músicas utilizar em seu jogo o mais óbvio a se fazer é adequá-las ao estilo de aventura que você conduz. Trilhas de filmes com som moderno sem dúvida se adaptam melhora a uma crônica de Vampiro, a Máscara do que a uma aventura medieval (embora isso não seja uma regra). Se sua aventura possui bastante ação, trilhas mais agitadas podem ser a melhor escolha, mas se seu jogo se passa em grande parte dentro de um castelo onde há um rei e tudo mais, um som mais pomposo, que evoque uma realeza, poder ser uma opção melhor. Nesta parte pode ser interessante inclusive você conversar com o seu grupo para saber que tipo de músicas eles prefeririam para o jogo, para você saber a que filmes ou jogos recorrer para conseguir a trilha sonora adequada. (O curioso aqui é que mesmo filmes muitíssimo ruins podem trazer uma trilha muito boa para RPG, Cruzadas que o diga…).

II – Montando o seu repertório

Bom, então você parou para pensar no estilo de jogo que narra e escolheu músicas de filmes que julga apropriadas para compor o seu repertório. Há, porém, outra coisa que deve levar em conta nessa fase: diferentes momentos de uma campanha necessitam de diferentes músicas. Por mais que você possa estar narrando uma crônica de “horror pessoal” nem todas as cenas serão trágicas. Um combate exige um tipo de música, já um mistério exige outro. É fundamental que o seu repertório tenha músicas que abranjam as diferentes situações de um mesmo jogo. Se você conseguir prever as diferentes coisas que surgirão na próxima sessão e escolher diferentes músicas (porém dentro de um mesmo estilo), provavelmente terá um bom repertório para conduzir seu jogo.

É também nesta fase de escolha das músicas que se deve fazer algo que se for negligenciado pode trazer conseqüências trágicas para a sessão de jogo: escutar do início ao fim as faixas que pretende utilizar. Nada mais desagradável (acredite, já passei por isso) do que a música que você está utilizando no momento de descrever o grande vilão da aventura mudar drasticamente para um tema amoroso, por exemplo. Esse tipo de mudança súbita ocorre muito em músicas de trilhas de filmes, pois cada música é feita de acordo com uma cena do filme, que normalmente é bem diferente da cena que você está narrando. Por isso, tome cuidado com as faixas que mudam de uma hora para outra; alguns mestres tentam utilizar apenas uma parte da música, voltando ou adiantando a parte que não os agrada, particularmente penso que isso não é recomendado pois o tempo gasto nesta tarefa pode atrapalhar em muito o andamento da sessão. Uma solução pode ser, se você costuma usar um computador na sessão, “quebrar” a música usando softwares que tem essa função, assim você pode usar aquela parte daquela música que tanto lhe agrada. Acho válido sugerir também que , antes de comprar um CD de trilha sonora, você antes o escute por completo, pois pode ocorrer a infelicidade de apenas uma ou duas faixas do álbum servirem para um jogo de RPG.

Por fim, há outras possibilidades de utilização de música em uma sessão de RPG além de trilhas sonoras de filme; me refiro a CDs de efeitos sonoros como chuva, vento, neve ou outros, e, sobretudo, CDs de trilha sonora de jogos de videogames ou computadores. Esses são mais difíceis de se encontrar a venda mas funcionam muito bem, principalmente porque as suas músicas foram feitas para sustentar um determinado clima por um longo período de tempo, justamente o que é necessário numa sessão de RPG. Normalmente músicas de trilhas sonoras de jogos não costumam ter muitas variações, mantendo-se constantes do início ao fim.

Bom, por hoje é isso. Semana que vem o artigo será completado com os dois passos que faltam:  III – Utilizando a música na sessão; e IV – Aprimorando a sua técnica de utilização de música. Espero que aqueles que forem ler essa primeira parte consigam tirar algo de proveitoso para seu jogo.

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2 comentários

  1. Buenas, inaugurou a bodega.

    T


  2. […] você ainda não leu a primeira parte deste artigo, clique aqui para […]



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