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Reporte de Sessão – Thunder RIft Old Dragon – RPG para iniciantes

01/05/2012

                                                                                                                                                              Por T

Olá a todos,

Faz tempo que não posto aqui, aliás, desde o Old Dragon Day, no ano passado. Muita coisa aconteceu desde então, inclusive algumas mudanças na estrutura blog, como o ritmo de postagens. Vamos a elas, as mudanças: a partir desta semana, toda sexta, teremos uma postagem, e de vez em quando, seja semanal, quinzenal ou mensalmente, teremos posts na terça, sejam meus posts ou de outros autores. Ou seja, caro leitor, se quiser dar uma passada no blog para curtir o que há de novo no mesmo, já sabe que sexta é o dia. E na melhor das hipóteses, quando for possível, na terça também.

Então, pra começar, resolvi colocar o relato da sessão de Old Dragon que mestrei nos dias que se passaram, para minha namorada e o irmão dela, dois novatos no hobby. A experiência foi fantástica, mostrando como o hobby vai se revigorando na medida em que novos jogadores são apresentados ao jogo e surpreendem positivamente aqueles que há muito jogam, no caso, eu. Vale ressaltar que esta foi a segunda sessão da minha namorada, só que a primeira acabou não contando, pois ela não tinha entendido o espírito da coisa. Depois da última sessão, ela já está me perguntando quando será a próxima vez que iremos jogar. Deveras gratificante. Mas vamos à aventura:

Utilizei o cenário de campanha Thunder Rift, meu cenário das campanhas de Old Dragon, pelo menos por enquanto. Peguei algumas coisas do First Quest e adaptei para o meu jogo. A idéia para a aventura era simples: os três personagens (dois jogadores e um npc) trabalham para o misterioso e excêntrico mago Nethril (personagem do First Quest), coletando objetos, plantas, ervas e todo e qualquer tipo de artefato com propriedades mágicas. Cada personagem tem seu motivo para fazer isso, sendo que todos acordaram de realizar as missões requisitadas, dividindo as recompensas advindas de cada exploração. A base de operações dos personagens é o pequeno vilarejo de Ormak (cidade/vila do First Quest. O nome eu que coloquei!), e de lá eles partem para as suas missões.

Nesta sessão, a pedido do Mago Nethril, os personagens partiram em busca de um antigo artefato élfico, a estátua do Dragão de Ouro, relíquia deveras valiosa para o mago. Sem pestanejar o grupo segue as orientações de Nethril e procura por um velho druida na floresta próxima, pois que este seria o único capaz de indicar a localização das ruínas onde se encontra a estátua.

Chegando à cabana do druida, os personagens enfrentam rapidamente alguns assaltantes goblins que estavam a ameaçá-lo. Após o embate, o velho explica aos personagens que só podem encontrar as ruínas aqueles que possuem o sangue sagrado dos guardiões originários do local, ou seja, elfos. Coincidentemente, (pra não dizer, mestre que aproveita as idéias dos jogadores e as utiliza em jogo) os dois pcs eram elfos, uma ladina e um homem de armas. A terceira integrante do grupo, npc, é uma mulher de armas humana.

Assim partem os personagens em meio às brumas densas da floresta. De acordo com o velho druida, e após explicação do mesmo, o sangue dos elfos é o único guia para as ruínas. Então, os personagens encharcam uma tocha com o sangue da ladina e o utilizam para se localizar na floresta enevoada. Sem conseguir enxergar um palmo à frente, o grupo encontra as ruínas mencionadas. A entrada, na forma de um gigantesco crânio de dragão, dá entrada a uma passagem subterrânea, um lance de escadas em direção ao coração das ruínas. Lá, após enfrentar vários desafios, como armadilhas e mortos-vivos, os personagens finalmente encontram a sala do Guardião da estátua. Aqui fiz o seguinte: coloquei três enigmas na base de uma imensa estátua dracônica, representando o guardião da estátua do Dragão de Ouro.

O desafio funcionava da seguinte maneira: cada um dos três enigmas dava acesso ao altar do dragão de ouro, só que com várias condições. O primeiro enigma, se resolvido, libertava o guardião, e se esse fosse derrotado, então os personagens teriam acesso ao altar da estátua de ouro. O segundo enigma, se resolvido, libertava o guardião e dava uma dica sobre como derrotá-lo. O terceiro enigma, e o mais difícil, dava acesso direto ao altar, sem necessidade de confronto algum. E não é que foi justamente esse o enigma resolvido pelo grupo! O que prova que combate nem sempre é a única opção, se o mestre proporcionar isso aos jogadores. Recuperada a estátua, os personagens saem das ruínas, que é prontamente engolida pelas brumas da floresta, desaparecendo da vista do grupo. Assim eles retornam a sua base de operações, para a alegria do mago Nethril, o colecionador de objetos mágicos.

Observações Pós-Sessão

Gostei muito da sessão. Foi bem legal jogar com um grupo completamente diferente do grupo com que eu costumo jogar. A visão de quem está iniciando no hobby é tão diversa da nossa, dos mais velhos, que torna a experiência extremamente surpreendente e divertida. O jogo foi rápido, mas tão imersivo que nem vimos o tempo passar. Sem falar que eu mudei um milhão de coisas no sistema, pra agilizar os combates menos importantes à história e focar mais na exploração das ruínas, suas armadilhas, portas secretas e enigmas. Foi bem divertido. Ainda tenho muitas coisas para mudar e acrescentar no sistema, mas isso deixo pra outros posts. Fiquem no aguardo do reporte da próxima sessão, em que vou mestrar um antigo módulo oficial (ou aventura) do mundo de Thunder Rift. Até a próxima.

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7 comentários

  1. Gostei do texto T. Bom de ler e no tamanho certo a descrição ficou legal também só não entendi como funcionou o esquema de molharem a tocha com o sangue da elfa,


    • Ela cortou a própria mão e espalhou o sangue pela tocha, que não estava acesa, obviamente. Somente espalhou o sangue na ponta da tocha.


  2. Fala T.
    Será que você pode dizer quais foram esses enígmas e quais as respectivas respostas.
    Aliás, parabéns por mostrar nosso hobby para outras pessoas!


    • Olá Conan, agradeço o comentário. Com certeza, a melhor maneira de desmistificar o RPG, de desassociar o jogo de algo ruim, é jogando com povo mais novo, é aproximá-los ao invés de afastá-los.
      Quanto aos enigmas:
      Um deles eu utilizei do rolando 20, e você acha aqui:
      http://www.rolando20.com.br/charadas-de-dd/
      É a charada do rei e das 5 mil armas.
      A resposta desse era pra ser a mais fácil.

      Os outros dois eu achei na internet, na blogosfera, em sites obscuros em língua inglesa. Não lembro direito agora. Fiz uma adaptação e tradução pra usar na sessão.

      “À noite, aparecem sem se mover,
      De dia, se perdem sem que as roubem”
      Resposta média.

      “Eu nunca fui, sou sempre o que será,
      Ninguém jamais me viu, ou verá
      Ainda assim, sou a confiança de todos
      Para revigorar o viver e o respirar nesta esfera terrestre.”

      Este era o da resposta difícil. Justamente o enigma que eles acertaram.

      Deixo a resposta pra você e seu grupo encontrarem. Espero que tenha ajudado.

      Bons jogos!


  3. Que foda os enigmas!


  4. […] eu havia dito no último post, preparei uma sessão de jogo, para a minha namorada e o irmão dela, utilizando um antigo módulo […]


  5. […] pela minha namorada e o irmão dela; até então, só tivemos duas sessões, que vocês podem ver aqui e aqui. Assim que der, tento reunir o povo de novo para jogar e postar mais informações aqui no […]



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