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Conto – O Elmo de Koragar

07/09/2012

Fazia uma noite quente na cidade de Villent, entre as mesas da taverna Derradeiro Lar uma se destacava. Próxima ao centro do salão, longe do balcão, mas perto da escada que dava acesso ao segundo piso lá se encontravam três figuras de mantos longos discutindo com um homem imenso.

Gordo e careca, as dobras de gordura marcavam a sua cabeça, enquanto conversava com as três figuras olhou para sua barriga, ela era grande, todavia o olhar que ele dirigiu a ela juntamente com o passar de sua mão demarcavam que a barriga havia diminuído.

Seus trajes demonstravam tratar-se de um clérigo de Keenn – um pregador do deus da guerra – provavelmente aventureiro, talvez aí a explicação do emagrecimento, em suas longas jornadas aventureiros passam por todo tipo de privação e o racionamento de comida é uma delas.

Ele faz um sinal para a moça que serve as mesas e seu problema de desnutrição seria logo resolvido. Outra moça passa com um enorme prato de madeira trazendo vários copos e canecos. Os copos finos, com seus conteúdos carmesins se destinam aos senhores de mantos e um grande caneco de bebida amarela espumante escorrega em direção de nosso amigo que prontamente o rejeita. Afinal seus votos o obrigavam ao comedimento quando em missão.

A conversa está animada, aqueles que espicharam suas orelhas para ouvir a conversa perceberam que envolvia valores em tibares de ouro, e não poucos! Cada um dos homens de manto dizia um valor pelo serviço que o grande homem procurava.

A conversa segue sem discrições, o que torna possível entender do que se trata, o grande homem tem dinheiro e deseja negociar com os homens de manto (todos magos) um valor para encantar a última peça que ele forjou. Um belo elmo, quando ele o coloca sobre a mesa pode-se perceber toda a qualidade da peça. Rígida e bem constituía, o topo do elmo representa a face de um carneiro.

A cada lance e contraproposta os magos refazem os preços dos serviços, por fim o guerreiro sagrado consegue acertar os valores com um deles. Uma vez finalizado os negócios ele logo os dispensa porque numa mesa próxima negócios mais importantes estão prestes a se realizar e necessitam de sua presença.

Passado alguns dias, está na hora de cobrar pelos serviços do mago. Sua torre encontrasse bem localizada, numa região próxima ao centro da cidade, o clérigo não tem dificuldades em encontrá-la.

Adentrando a ela ele também percebe que não há nenhuma discrição sobre quem mora e o que faz ali a entrada da torre mais parece uma boutique de produtos mágicos, nada muito poderoso, diga-se de passagem. O próprio mago o atende, ele fecha o estabelecimento e pede para o clérigo acompanhá-lo. Homem prevenido acostumado a guerras e suas intrigas o servo de Keenn está atento a qualquer sinal de traição do mago.

Mas isso não ocorre, este mago não passa de um mercador, o que ele menos deseja é ter seu nome sujo na “praça” o que certamente o prejudicaria em negócios futuros. O mago o guia até uma sala escura, lhe explica o que irá ocorrer e qual é participação do clérigo no processo.

Ele faz estranhos riscos numa parte da sala e acende várias velas aromáticas em torno dos símbolos recém desenhados. O clérigo invoca as bênçãos de seu deus e um enorme bode surge no centro da sala, bem acima dos símbolos, as runas brilham e o animal vindo de outra dimensão está preso! Com uma longa faca o clérigo degola o animal.

Um brilho azul translúcido parece ser arranco pelas luzes das runas, mago evoca cânticos místicos que levam o brilho até o elmo que responde incandescendo seus chifres de metal. Pronto, o ritual está concluído a alma do tempestuoso animal está para sempre atrelado ao magnífico elmo.

O clérigo está preparado para os próximos eventos que o aguardam.

Elmo de Koragar

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