Confira essas adaptações e modificações para Old Dragon que trazem novas possibilidades e soluções para o sistema, mantendo, porém, a sua essência.

Olá a todos, volto depois de certo tempo ausente. Estou aqui para falar das adaptações e modificações que estou fazendo no Old Dragon. Resolvi modificar algumas coisas, depois de ter jogado e testado o que queria. Constatei que pra deixar o jogo do jeito que eu realmente desejo, promovi certas mudanças, criando o meu Advanced Old Dragon. Na realidade não estou criando um sistema novo, mas propondo soluções e transformações que contemplam as minhas expectativas de jogo e ambientação enquanto mestre.

Existem vários exemplos na blogosfera que constatam isso: O Igor do Dungeon Compendium já está há algum tempo trabalhando na versão dele para o AD&D; o Diogo Nogueira do Pontos de Experiência está, juntamente com o Pep, membro ativo da lista do Old Dragon, elaborando o Bruxos e Bárbaros (bem, esse é um jogo novo, mas também foi fruto do processo de criação de um sistema que agradasse plenamente os criadores); o Dan Ramos, também membro da Red Box tem o seu Fantasytelling, sem falar que o próprio Old Dragon surgiu a partir do descontentamento dos autores em relação ao D&D na sua quarta e terceira edição. Todos eles procuraram deixar o sistema e o jogo do jeito que realmente queriam, criando sistemas no processo. Não vou fazer isso, criar algo do zero, mas vou alterar a estrutura do jogo que já existe.

Nada disso significa que o Old Dragon esteja defasado, que seja insuficiente. Para mim ele é tão flexível e modificável que permite que eu mexa em algumas coisas sem quebrar o sistema. O Advanced do nome é só uma homenagem ao AD&D, uma das bases e influências para o que eu pretendo fazer. Não se apavorem: minhas adaptações são pessoais e nada oficiais, sendo que eu duvido que os autores queiram lançar uma nova edição do Velho Dragão. Enfim, vamos às mudanças.

Vou dividir tudo em vários posts. Neste primeiro post, vou compartilhar a nova tabela de atributos que fiz (Cliquem na imagem para ampliar):

Tabela Geral Final

Resolvi mudar os atributos para fazer com que os jogadores olhem menos para bônus e mais para as idéias que devem ter em jogo. Acho interessante o método de criação de personagens com 3d6 e acho, na minha humilde opinião, que essa tabela melhor se ajusta ao  que eu quero enquanto nível de poder dos personagens e preocupação com bônus mais ou menos altos por parte dos jogadores. Assim todos os personagens, na média, terão atributos com bônus mais baixos. Rolar 3d6 para definir os atributos não vai ser um drama, pois os bônus são baixos e o fato de você ter um nove ou doze não vai fazer diferença alguma. Os personagens se mantêm, dessa forma, num nível em que ter um +1 ou +2 de bônus é algo proporcionalmente muito bom!

Obviamente, essa abordagem espelha uma proposta de jogo mais low power,  o que me agrada, mas não precisar satisfazer todo mundo. Como eu disse no início do post, estou fazendo essas alterações para mim, e não para serem publicadas para um grande público.

Para concluir, defini, ainda de modo temporário, a geração dos personagens através de duas maneiras (mas ambas usam a rolagem de 3d6): na primeira jogam-se os 3d6, ignora-se qualquer valor “1”, e distribui os resultados na ordem dos atributos, Força, Destreza, Constituição, Inteligência, Sabedoria e Carisma. Na segunda opção, o jogador pode distribuir os resultados na ordem que desejar, mas não pode ignorar os “1” que aparecerem.

Na semana que vem tem mais, começo a apresentar as novas classes, ou melhor, novas velhas conhecidas classes. Até mais.